Morreu no início da noite, o ex-zagueiro Wagner Basílio, que defendeu o Corinthians e que depois sagrou-se campeão brasileiro em 1986 pelo São Paulo e ainda atuou pelo Sport Recife e teve boa passagem pelo Bahia. Ele sofria de complicações renais graves desde 2019, passou por transplante em 2021 e morreu ainda jovem, aos 65 anos (16 de novembro de 1959).
Médio volante de origem, Wagner Basílio iniciou a carreira em 1977 e se destacou no Corinthians, onde conquistou três títulos paulistas: 1979, 1982 e 1983. Ele disputou 258 jogos com a camisa corintiana.
No São Paulo ele conquistou o título brasileiro de 1986, numa final memorável disputada contra o Guarani no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
Entre os anos de 1985 a 1987 ele jogou pelo São Paulo, onde foi campeão brasileiro e campeão paulista de 1987. Pelo time do Morumbi ele disputou 95 jogos. Ele ainda esteve no Sport Recife entre 1987 e 1988 e depois defendeu o Bahia entre 1988 e 1992.
Depois de chamar atenção no Corinthians, Basílio foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira de Novos, em 1979, e que conquistou o título Pan-Americano, disputado em San Juan, capital de Porto Rico.
Wagner Basílio não apenas foi campeão, como marcou um dos gols na final diante de Cuba, que terminou 3 a 0. Os outros gols foram marcados por Silva e Gilcimar.
Na decisão, o time brasileiro alinhou desta forma: Luís Henrique; Valdoir, Luís Cláudio, Wagner Basílio e Édson Boaro; Vítor, Cléo e Jérson; Gilcimar, Silva e Silvinho (Cristóvão).
Muitos destes jogadores tiveram carreiras de sucesso, como o lateral Edson Boaro, que começou na Ponte Preta e depois no Corinthians, e defendeu a seleção principal. O volante Vítor, do Flamengo; o meia Cléo, do Internacional-RS; e o meia Cristóvão, do Fluminense.
O técnico da seleção brasileira era Mário Travaglini, um ex-jogador do Palmeiras, Nacional, Portuguesa e Ponte Preta, entre os anos de 1950 e início dos anos de 1960. Depois ele se tornou técnico de base e trabalhou em dezenas de clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro, como Vasco e Fluminense, entre 1972 e 1977.
Ele demorou, mas até por necessidade, voltou ao futebol em 2017, quando foi apresentado como coordenador técnico do modesto Humaitá, do Amazonas.
Humaitá é uma cidade do interior do Amazonas, distante 675 quilômetros de Manaus e que fica no entroncamento das rodovias Transamazônica e Manaus-Porto Velho. A cidade, banhada pelo rio Madeira, tinha perto de 40 mil habitantes na época.
O sonho de Wagner Basílio era ser treinador, mas a falta de estrutura do clube não permitiu a sua evolução na temporada de 2018.
No ano seguinte ele já sentia muitas dificuldades com os rins e passou a se concentrar no tratamento da sua deficiência renal grave, que exigiu um transplante para uma sobrevida.
WAGNER BASÍLIO FEZ TRANSPLANTE EM 2021
O ex-atleta fazia hemodiálise desde 2019, quando tinha apenas um dos rins funcionando com 25% da capacidade normal. Desde então, ele entrou na fila de espera para o transplante de rim.
Em 2020, enfim, conseguiu finalmente um rim compatível, mas não pode fazer o transplante por causa da recuperação de um cateterismo recente. Com isso, voltou a ficar na fila de espera.
Wagner Basílio conseguiu fazer o transplante em 2021, quando encontrou um órgão compatível e teve uma cirurgia de sucesso no Hospital do Rim (HRim), localizado na Vila Clementino, na Zona Sul da capital paulista.
Na foto Ele e sua filha.