O Cruzeiro voltou a vencer o São Paulo em uma final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Neste domingo, data do aniversário da capital paulista, a equipe celeste derrotou o Tricolor por 2 a 1, no Pacaembu, e conquistou o título da principal competição de base do país.
A conquista repetiu o feito de 2007, quando o Cruzeiro havia levantado sua única taça até então. Em 2024, o clube mineiro chegou à decisão, mas acabou superado pelo Corinthians. Já o São Paulo perdeu a oportunidade de se isolar como o segundo maior campeão da Copinha e permanece com cinco títulos, atrás apenas do Corinthians, líder do ranking com 11 conquistas.
UM LÁ, UM CÁEmpurrado pela torcida que, naturalmente, compareceu em maior número no Pacaembu, o São Paulo tentou responder imediatamente e criou chances em jogadas individuais de Tetê, mas sem perigo. O time tricolor encontrou dificuldade para furar entrar na defesa celeste, reforçada por dois volantes fixos na ausência de Pape, e começou a apostar nas jogadas pelo alto, mas o centroavante Paulinho, destaque do time na competição, mal pegou na bola.
Confortável no placar, o Cruzeiro desacelerou o ritmo da partida e apostou em jogadas de contra-ataque, especialmente pelo lado esquerdo. Além de não conseguir superar o bloqueio adversário, o São Paulo sofreu com desarmes e viu o time mineiro criar boas oportunidades de ir para o intervalo com maior vantagem no placar, mas pecou na falta de capricho e parou nas boas defesas do goleiro João Pedro.
O Cruzeiro foi castigado pela falta de pontaria antes mesmo do intervalo. Minutos depois de o goleiro cruzeirense Vitor Lamounier fazer defesa impressionante, o zagueiro Isac aproveitou a sobra na pequena área para deixar tudo igual, aos 47 minutos.
CRUZEIRO É CAMPEÃODepois da boa etapa inicial, as equipes voltaram do intervalo em rotação inferior. O São Paulo, diferentemente do primeiro tempo, conseguiu rondar a área do Cruzeiro, encontrando espaços em lançamentos longos, e teve oportunidade de virar o placar em lances de bola aérea. O time mineiro continuou apostando nos contra-ataques, mas o excesso de erros técnicos atrapalhou.
Com os times nitidamente desgastados, a partida perdeu emoção e os treinadores apelaram ao banco para oxigenar as equipes. O lateral Gustavinho, que entrou no lugar de William Almeida, apareceu com liberdade na esquerda e marcou um golaço de fora da área, aos 28 minutos. A bola ainda bateu na trave e nas costas do goleiro João Pedro antes de ir para o fundos da rede.
Praticamente no minuto seguinte, o árbitro assinalou pênalti para o São Paulo após falta do zagueiro Kaiky sobre Paulinho, mas o VAR indicou falta fora da área e Lamounier fez ótima defesa na cobrança de Igor Felisberto. O tricolor paulista partiu para o abafa, mas não conseguiu desenvolver uma pressão adequada para se aproximar do empate.
O São Paulo abusou de cruzamentos longos sem perigo e ainda teve o azar de perder Felipe por lesão e terminar o jogo com dez em campo. Bem fechado na defesa, o time mineiro ainda conseguiu escapar em contra-ataques e teve chances de ampliar o placar.
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