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Segunda-feira, 22 de Junho 2026
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Notícias/Cotidiano

 Canal Direto com a Prefeitura celebra a resistência e coragem da mulher negra!

Sabrina Kelly Caetano falou sobre o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela, datas comemoradas neste dia 25 de julho.

 Canal Direto com a Prefeitura celebra a resistência e coragem da mulher negra!
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A edição desta terça-feira 25/07 do "Canal Direto com a Prefeitura" abordou toda a simbologia por trás do dia 25 de julho, quando se celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia de Tereza de Benguela, datas que destacam a resistência e a coragem da mulher negra. Para falar sobre o tema, o programa contou com a participação da dançarina, professora e gestora do Programa Oficinas Culturais, Sabrina Kelly Caetano.A entrevistada lembrou de como foi seu primeiro contato com a dança. "A dança faz parte da minha vida desde sempre, desde menina, desde criança. E a dança é o meu eixo de vida, até hoje, de estrutura social, política, familiar, filhos, mãe, tudo. Então eu trago a dança e trago a arte dentro da minha educação de vida, dentro das políticas públicas, dentro do programa Oficinas Culturais e também da minha escola de dança que eu trabalho", contou.Ela lembrou das profissionais e grupos que a conduziram para o caminho da arte. "Eu comecei dançando com uma professora preta que se chamava Carmelita, que mora em São Carlos. Fiz parte por muitos anos e ainda faço parte do Grupo Gestos de Araraquara, da Gilsamara Moura, que me trouxe todo o caminho da dança como políticas públicas, como a dança ativista e como trabalhamos a dança e a arte dentro da cultura para podermos movimentar toda a sociedade para o caminho do bem", salientou.Sabrina fez uma análise de como a cultura auxilia na promoção da igualdade racial e de gênero. "A cultura sempre foi e sempre será uma formação muito importante na vida do cidadão. Especificamente a dança, que é a minha área, transforma isso em uma forma de resistência para podermos continuar as coisas que as pessoas fazem, dançam e repercutem na vida. A arte em si não precisa ser expressa diretamente na sua vida como profissão, embora seja uma profissão e para mim é uma profissão, mas ela consegue trazer, entre tantas outras linguagens, uma estrutura familiar, uma estrutura forte de raiz para continuarmos fazendo as coisas que queremos fazer sem que seja só pela arte. Ela dá esse caminho muito forte e isso é comprovado. Eu sou uma pessoa que vem da arte desde pequena e eu vivo isso até hoje, vinte e quatro horas, e digo que a arte transforma. Nós conseguimos transformar o cidadão através da arte sim", comentou.Um dos segmentos que Sabrina sempre destaca, principalmente em suas apresentações, é a dança com elementos africanos, o que para ela fortalece as lutas diárias. "A conexão que temos com a África é ancestral. Trazemos isso conosco desde que nascemos. Como eu sou uma bailarina, professora, coreógrafa e trabalho com a dança ancestral que está no meu corpo desde sempre, eu trago essa linguagem como um ativismo artístico da força do corpo, da raça e da minha cor, que é explicitamente nítido que eu sou uma mulher preta. Então isso é desenvolvido naturalmente pelos meus ancestrais e está presente no meu corpo todo dia", acrescentou.Ela falou ainda sobre a importância de  Tereza de Benguela, líder quilombola que lutou ativamente pelo fim da escravidão do Brasil. "Tereza foi uma mulher líder de um quilombo muito importante e, por ser uma mulher preta, foi uma mulher que administrou todo um um quilombo com tudo que tinha de uma forma diferenciada dos outros quilombos. A Tereza foi uma mulher que teve que fazer praticamente tudo se pensarmos na estrutura como uma cidade. Ela foi prefeita, ela foi vereadora, ela fez com que aquele quilombo tivesse a conscientização de trabalhar em equipe, todos juntos, e por ser uma mulher, isso já era bem mais difícil. Dizem que por 20 anos ela ficou na liderança desse quilombo, que era chamado Quilombo Piolho. A Tereza é lembrada até hoje, que é o dia dessa conscientização e dessa reflexão. É o que nós mulheres precisamos até hoje: resistir, persistir e não desistir", reforçou.Para ela, o 25 de julho é dia de muita reflexão. "É dia de muita escuta e de união de nós, mulheres pretas, que sempre estamos na luta diária. A Tereza trouxe essa caridade para nós e nós continuamos esse caminho, mas eu acho que podemos muito mais. É preciso estar dentro de todos os aspectos do governo, da política, com mulheres pretas presentes o tempo todo", concluiu Sabrina.Ao vivoPrograma produzido pela Secretaria Municipal de Comunicação, o “Canal Direto com a Prefeitura” vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 12h30, na página da Prefeitura no Facebook. A íntegra dos programas continua disponível para visualização no próprio Facebook e em outras plataformas digitais, incluindo o formato de podcasts.

 
 

 

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FONTE/CRÉDITOS: Secom - Prefeitura de Araraquara

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