Nesta semana são comemoradas duas datas especiais: o Dia dos Artistas nesta quinta-feira (24) e o Dia do Feirante nesta sexta (25). Para celebrar as duas datas, o Canal Direto com a Prefeitura convidou a gestora de marketing, comunicação e empreendedora Grazielle Mattos e a gestora de inclusão, diversidade e acessibilidade Maria Eduarda Pierri, que falaram sobre a RolêFeira, que movimenta a economia e cultura local.Com seis anos de atividades, a RolêFeira é organizada pelo Coletivo Rolê e já se consolidou como a maior feira de economia criativa de Araraquara e região. Cosméticos, moda, artes, ilustrações, quitutes, decoração, acessórios, prestação de serviços, bebidas, decoração - entre outros – estão nos segmentos apresentados pelos expositores. Sua próxima edição será realizada em dezembro na Praça do Faveral. União de esforçosGrazielle falou sobre a criação da feira. "A RolêFeira surgiu lá em 2017, quando estava começando um pouco esse movimento de feiras na cidade. Tinha uma feira acontecendo, mas ainda não se falava muito sobre a economia criativa, era mais uma união de artesanatos em praça. Eu era feirante, a Madu era feirante e a Fabiana Maciel, que começou conosco, também era feirante dessas pequenas feiras que estavam começando. E começamos a enxergar formas para melhorar isso, para dar mais acessibilidade para o feirante mesmo, feiras que poderiam valorizar mais os feirantes. Então pegamos o que achamos que estava faltando nesse movimento e criamos o nosso espaço, que é a RolêFeira. A ideia era um rolê na feira mesmo. Ela começou em um formato itinerante e ocupava pequenos espaços. Já fomos para a rua, para lugares privados, para parcerias, até começar a chegar em um tamanho que não dava mais para ser um rolê. Então virou um grande rolê de feira, virou um rolezão", brinca a gestora.Maria Eduarda falou sobre o apoio oferecido pela Prefeitura. "Temos dois tipos de apoio. Um deles vem através da Coordenadoria de Trabalho e Economia Criativa e Solidária, que é um apoio mais estrutural. A Prefeitura sede tendas e banheiros químicos. Como temos um giro alto de pessoas, precisamos de um alto número de banheiros. Temos também um apoio através da Fundart e da Secretaria de Cultura, que são algumas atrações. Sempre trabalhamos com Oficinas Culturais que são livres para o público e temos sempre um show também que vem através da secretaria. Isso faz com que a gente consiga atrair mais público para os nossos expositores", acrescentou.Ela revelou que mais da metade dos expositores da RolêFeira têm o empreendimento como única fonte de renda, o que aumenta a responsabilidade das organizadoras. "Esse é um dado que diz muito. Aquilo é a renda da pessoa. Então temos um perfil também de mulheres que muitas vezes são mães e esse é o único jeito de ter uma renda estando em casa, mais perto das crias e tudo mais. Além disso, como é artesanal a maior parte do trabalho dos expositores, eles consomem no comércio local e isso é muito bom para a cidade. Então consomem em lojas de aviamentos, consomem em lojas de doces, cerealistas, e inclusive divulgam essas cerealistas. Então é um espaço muito importante pra divulgar o nosso comércio local também", pontuou Maria Eduarda.Inclusão também é prioridadeA inclusão também é um diferencial da feira. "Também temos cotas para pessoas LGBTQIA+ e temos cotas para as pessoas negras e pardas também. Dentro do conceito do IBGE, também temos cotas para ONGs e projetos sociais. Então se você tem alguma ONG, nós não cobramos taxa e fazemos isso explicitamente e abertamente. Você não precisa chegar em nós e falar que não tem dinheiro para expor. Isso é uma forma constrangedora, então deixamos aberto, ou seja, você vai lá, preenche o formulário, escolhe ser cotista e tem um acesso maior na RolêFeira", ressaltou.As pessoas com deficiência também têm uma atenção especial no planejamento da feira. "Eu comecei a trabalhar com alguns artistas que são pessoas pretas, o Anderson Renan e a Lidiane Alves, e ela trouxe muito para nós a questão de trazer para os projetos culturais a acessibilidade, principalmente de libras. E eu levei isso para a RolêFeira. Sempre fica a questão se as pessoas com deficiência não estão indo porque elas não existem, como muitas vezes é justificado, ou se não estão indo porque não tem acesso, não tem conforto e não tem segurança para elas. Desde então, estamos trabalhando e trazendo intérprete de libras. Temos dois. Um fica traduzindo as atividades simultaneamente e outro circulando com a comunidade surda nas barraquinhas, para que se sintam confortáveis de circular no nosso espaço. Além disso, temos acessibilidade para pessoas cadeirantes e comecei um diálogo para, na feira de dezembro, termos acesso para as pessoas com deficiência visual, com QR-Code, mapeamento da praça, com informações em braile, para ela não precisar de outro e ter essa autonomia para curtir a RolêFeira", salientou Maria Eduarda.Feira em expansãoGrazielle Mattos conta que a última edição da RolêFeira reuniu 100 expositores. "Temos tentado arredondar esses 100 expositores nas últimas edições. Sempre tem alguns faltantes e na última hora tem algumas desistências, mas essa é a média que tentamos trabalhar. Isso não quer dizer que essa é a quantidade exata que tem de expositores na cidade. Temos uma média de cadastro por formulário de 200 expositores e já chegamos a 280 inscritos, mas levamos 100 para uma praça gigante. Então tem muita coisa rodando na cidade, muita gente criativa produzindo. Essa é a média, por isso que falamos que somos a maior feira hoje, por conta de espaço, de público e de atendimento a esses expositores", observou.Como a demanda de expositores é alta e a feira atrai muito público, existe muito interesse na participação. "Estabelecemos alguns critérios de seleção para poder ser uma feira real de economia criativa e não ser só mais uma feira que traz mais do mesmo ou revenda de produtos. Nós valorizamos pessoas que não têm loja física, que não participam de lojas colaborativas, que têm nisso a sua principal renda. Pessoas que se inscrevem primeiro também têm prioridade, pois também tem uma ordem de classificação, assim como cotistas. Então tem uma série de critérios para que possamos preencher essas 100 vagas. Infelizmente, algumas pessoas ficam de fora, mesmo que entrem nos critérios, pois vamos na ordem para poder ter um uma gestão, mas de toda forma a ideia é sempre fazer um giro dessas pessoas a cada nova edição. Também começamos a selecionar mais pessoas periféricas também, para tirar esse perfil do expositor que já tem aquela aquisição financeira. Estamos indo mais nas quebradas mesmo buscando o expositor", completou Grazielle.A feira também trabalha várias linguagens culturais, com artistas da área musical, da área de oficina, parte artística de murais, contação de histórias, lançamento de livros, entre outras. "Temos o chamamento aberto, cadastro aberto e fixo. Se você é artista da cidade ou regional e quer ter uma participação na RolêFeira, é só se cadastrar e de acordo com o tema de cada edição, nós fazemos um cronograma em cima desse formulário", completou Grazielle.
Ao vivoO “Canal Direto com a Prefeitura” vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 12h30, na página da Prefeitura no Facebook. A íntegra dos programas continua disponível para visualização no próprio Facebook e em outras plataformas digitais, incluindo o formato de podcasts.

FONTE/CRÉDITOS: Secom - Prefeitura de Araraquara