No dia 9 de julho de 1932 o governo paulista se declarou em conflito com o governo provisório de Getúlio Vargas. A justificativa oficial para esse ato era a pressão para que o Brasil voltasse à ordem constitucional, com a convocação de uma assembleia constituinte. Iniciava-se, então o movimento que ficou conhecido como Revolução Constitucionalista.
A deflagração do movimento teve ampla repercussão aqui em Araraquara pelo jornal O Imparcial e pela Rádio Cultura, que iniciava suas transmissões naquela época. O apoio à causa foi imediato, e a população se manifestou nas ruas.
Na sede do Clube Araraquarense, ali onde hoje é a Secretaria da Cultura, foi instalado o Posto de Alistamento e no dia 13 de julho os primeiros voluntários araraquarenses seguiram para se integrar às forças que estavam se formando na capital pela constitucionalização do país.
No total seguiram de Araraquara 541 voluntários; entre eles May de Souza Neves, esposa do Dr. Camillo Gavião de Souza Neves (prefeito da cidade de 1940 a 1945), que seguiu no dia 14 de julho para servir no Serviço Hospitalar para Assistência ao Soldado Constitucionalista.
As notícias do front da luta eram acompanhadas pela população através de alto-falantes instalados na marquise da Casa Barbieri; ali também eram lidas as cartas enviadas pelos combatentes.
Quando o conflito terminou, em outubro de 1932, seis araraquarenses não retornaram: Bento de Barros, Diógenes Muniz Barreto, Tenente Joaquim Nunes Cabral, Waldomiro Machado, José Cesarini e Joaquim Alves, todos mortos em combate; Otávio de Oliveira Ameduro voltou ferido, atingido em combate, e faleceu tempos depois já em Araraquara; Augusto Moraes, que não era nascido na cidade, morreu em combate junto com o araraquarense tenente Joaquim Nunes Cabral, e os dois foram enterrados juntos pelos companheiros de farda.
Dois anos depois, a Prefeitura de Araraquara inaugurou no cemitério São Bento um Mausoléu, e ali sepultou os heróis da cidade que tombaram pela causa. Em 1967 os despojos dos mártires de Araraquara no conflito foram levados para São Paulo, e hoje repousam no Mausoléu aos heróis de 32, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera.
O Mausoléu ao Movimento Constitucionalista de 1932 foi transferido, do Cemitério São Bento para a rotatória do cruzamento da Avenida Bento de Abreu com avenida Rogerio Pinto Ferraz, no ano de 1972.
Para perpetuar a memória do movimento, a Prefeitura modificou o nome da Rua do Comercio para Rua 9 de Julho e uma placa, para marcar o evento, foi afixada acima da marquise da Casa Barbieri na lateral da Avenida Duque de Caxias.