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Sábado, 06 de Junho 2026

Notícias/Cotidiano

Revolução Constitucionalista de 1932!

O movimento teve ampla repercussão em Araraquara pelo jornal O Imparcial e pela Rádio Cultura, que iniciava suas transmissões naquela época.

Revolução Constitucionalista de 1932!
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No dia 9 de julho de 1932 o governo paulista se declarou em conflito com o governo provisório de Getúlio Vargas. A justificativa oficial para esse ato era a pressão para que o Brasil voltasse à ordem constitucional, com a convocação de uma assembleia constituinte. Iniciava-se, então o movimento que ficou conhecido como Revolução Constitucionalista.


A deflagração do movimento teve ampla repercussão aqui em Araraquara pelo jornal O Imparcial e pela Rádio Cultura, que iniciava suas transmissões naquela época. O apoio à causa foi imediato, e a população se manifestou nas  ruas.

Na sede do Clube Araraquarense, ali onde hoje é a Secretaria da Cultura, foi instalado o Posto de Alistamento e no dia 13 de julho os primeiros voluntários araraquarenses seguiram para se integrar às forças que estavam se formando na capital pela constitucionalização do país.

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No total seguiram de Araraquara 541 voluntários; entre eles  May de Souza Neves, esposa do Dr. Camillo Gavião de Souza Neves (prefeito da cidade de 1940 a 1945), que seguiu no dia 14 de julho para servir no Serviço Hospitalar para Assistência ao Soldado Constitucionalista.


As notícias do front da luta eram acompanhadas pela população através de alto-falantes instalados na marquise da Casa Barbieri; ali também eram lidas as cartas enviadas pelos combatentes.


Quando o conflito terminou, em outubro de 1932, seis araraquarenses não retornaram: Bento de Barros, Diógenes Muniz Barreto, Tenente Joaquim Nunes Cabral, Waldomiro Machado, José Cesarini e Joaquim Alves, todos mortos em combate; Otávio de Oliveira Ameduro voltou ferido,  atingido em combate, e  faleceu tempos depois já em Araraquara;  Augusto Moraes, que não era nascido na cidade,   morreu em combate junto com o araraquarense tenente Joaquim Nunes Cabral, e os dois foram  enterrados juntos pelos companheiros de farda.


 Dois anos depois, a Prefeitura de Araraquara inaugurou no cemitério São Bento um Mausoléu, e ali sepultou os heróis da cidade que tombaram pela causa. Em 1967 os despojos dos mártires de Araraquara no conflito foram levados para São Paulo, e hoje repousam no Mausoléu aos heróis de 32, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera.

O Mausoléu ao Movimento Constitucionalista de 1932 foi transferido, do  Cemitério São Bento para a rotatória do  cruzamento da Avenida Bento de Abreu com avenida Rogerio Pinto Ferraz, no ano de 1972.


 Para perpetuar a memória do movimento, a Prefeitura modificou o nome da Rua do Comercio para Rua 9 de Julho e uma placa, para marcar o evento, foi afixada acima da marquise da Casa Barbieri na lateral da Avenida Duque de Caxias.

FONTE/CRÉDITOS: A história do Revolução Constitucionalista de 1932 em Araraquara - Extraído da Internet.

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