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Sabado, 14 de Marco de 2026

Colunistas/CRÔNICAS - ALEXANDRE J.PIERINI

Sábado, Cerveja e título Coxa Branca!

Professor Alexandre José Pierini - Uniara!

Sábado, Cerveja e título Coxa Branca!
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Julho de 1999. O Coritiba fazia o jogo da final do Campeonato Paranaense de Futebol contra o Paraná Clube no Estádio do Pinheirão em Curitiba. – Fazia muito tempo que o time Coxa não ganhava um campeonato paranaense e a expectativa era imensa.
 
No primeiro jogo da final, o Coritiba ganhou por 1 x 0 no Estádio Couto Pereira e jogava a segunda partida pelo empate na casa do adversário. – O Pinheirão é um estádio enorme, a arquibancada fica longe do gramado, a pista de atletismo em volta ao campo deixa a visão longínqua, para assistir bem ao jogo é difícil, e naquele dia fazia muito frio em Curitiba e a névoa mesmo a tarde tornava assistir à partida um desafio.
 
O ônibus saiu do Campina do Siqueira em direção ao bairro do Tarumã. A gente dizia que o Tarumã era longe demais, do outro lado da cidade. Ao chegarmos ao estádio, a fila estava imensa, os torcedores do Coritiba tomaram as avenidas, a longa fila de carro se impunha e o barulho das buzinas ensurdeciam a vizinhança, tal era a expectativa pelo título.
 
Era impossível assistir à partida sem os acessórios: toca, luva e camisa de manga comprida tal o frio que assolava a tarde de sábado. A cerveja podia ser tomada na temperatura ambiente, já estava gelada o suficiente.
 
As cores branco, azul, vermelho e verde coloriam o estádio, as torcidas dividiam meio a meio a arquibancada do Pinheirão e faziam um bonito espetáculo. - O time do Paraná era muito técnico e bom. Lucio Flavio dava o toque refinado no meio-campo, desfilava seu futebol com garbo e elegância, jogava de cabeça erguida e um mestre em colocar a bola onde queria. Washington era certeiro, seus chutes dificilmente erravam o gol, nos lances de cabeça era um mestre e a referência que todo lateral gostaria de ter, se o cruzamento fosse certo, era gol. Ilan, um centroavante rápido e fazia muitos gols, depois, fez muito sucesso no Lyon da França, onde jogou com Juninho Pernambucano. Cleber Arado era um bom camisa dez, jogador técnico e que fazia muitos gols, o jogo prometia, o que tornava a final emocionante.
 
Com quinze minutos de jogo, o placar já estava dois a zero para o Paraná. Washington Coração Valente estava jogando demais e só dava o Paraná no ataque. – Antes de acabar o primeiro tempo, o Coritiba descontou numa cobrança de falta do falecido Cleber Arado, camisa dez dos bons, jogador muito técnico e finalizador – O segundo tempo começou com o Paraná atacando, mas no final do jogo, uma falta cobrada pelo veterano Darcy, ex Santos, Palmeiras e outros clubes do futebol brasileiro empatou a partida.
 
A torcida do Coritiba foi à loucura, as arquibancadas do Pinheirão ficaram pequenas para tanta festa, as faixas verde e branco desciam das arquibancadas, os sinalizadores foram acesos e o foguetório imenso – Ao término da partida, a torcida invadiu o campo, levaram o técnico Abelão nos ombros, alguns “levavam” as redes dos gols, outros atravessaram o campo ajoelhados tal era a importância do título.
 
Após o jogo, o título foi comemorado com muita cerveja e pagode no Bar Parada Obrigatória no bairro do Centro Cívico.
FONTE/CRÉDITOS: Professor Alexandre José Pierini - Uniara
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