Alguns dias atrás, estava passando pelo bairro da Vila Xavier na cidade de Araraquara quando avistei o campo do ACCO, subitamente me deu uma saudade do tempo de infância, quando embaixo das árvores e ao frescor das sombras, esperava ansioso pela abertura do portão.
No meu caso, a ansiedade de jogar futebol era maior do que a qualidade apresentada em campo, o que não era o problema de muitos outros garotos que também estavam ali para disputar um campeonato ou um torneio, desses que o pessoal na época inventava – existia muito garoto bom de bola ali, eu poderia citar vários nomes da época, mas cometeria injustiças se eu citasse alguns e deixasse outros de fora, portanto, prefiro deixar sem nomes mesmo.
Só não posso deixar de mencionar o trabalho e o legado apresentado pelos Mestres: Tota, Zé Lemão, Mao, Seu Armando Clemente, Tim, Carlão, Paulo André e se tiver faltando alguém, caro leitor, me cobre, pois a memória já não anda tão boa quanto deveria, e é nítido que o tempo apresenta os seus problemas, mas eram eles que organizavam as peleias entre as crianças e os reuniam em torno de vários objetivos, o primeiro era de revelar novos jogadores de futebol e depois contribuir para o desenvolvimento social das mesmas, retirando-as das ruas e apresentando novas perspectivas de vida.
Com uma missão gigantesca e com poucos recursos, esses Mestres fizeram a diferença numa época em que tudo era difícil, as chuteiras duras, as bolas pesadas, os campos de jogos precários, mas tudo se tornava fácil quando se tinha um sonho em mente e um coração aquecido.
Hoje, quase todos os Mestres se foram para o outro lado, salvo um ou outro que eu ainda não saiba, mas não pode ser esquecido o legado de lealdade, esperança, humildade, cumplicidade e amor ao próximo que sempre marcaram as suas ações com as crianças e adolescentes de Araraquara.
FONTE/CRÉDITOS: Alexandre José Pierini - Professor da Universidade de Araraquara!
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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